Começo aqui uma série de posts para dividir com vocês algumas 'lições' que tenho aprendido com a prática do jornalismo. Como são lições muito subjetivas, talvez nem todos os leitores concordem. Mas isso não é problema, os comentários estão abertos para toda e qualquer crítica. Este espaço é exatamente para isso.
domingo, 15 de novembro de 2009
O que tenho aprendido com o jornalismo L.1
quinta-feira, 18 de junho de 2009
JK, amante incondicional do nosso país
Palavras de JK em uma carta endereçada aos seus amigos Carlos Murilo e Renato e escrita em 25 de abril de 1966, quando estava em Nova York:
Eu continuo procurando trabalhar e as oportunidades se vão ampliando. Europa, Estados Unidos e países da América latina, entre os quais o Paraguai, me oferecem oportunidades promissoras. É mesmo possível que em breve eu tenha que ir a Assunção. Mas, isso não preenche de forma alguma o vazio insuportável da ausência do Brasil.
Chego a ficar emocionada com leituras desse tipo. E triste também.
Emocionada por conhecer tamanho amor e tamanho patriotismo, mesmo que seja através de documentos históricos - dos quais tenho constante acesso e me sinto honrada de ler.
Triste por constatar que não vi e provavelmente não verei isso de perto...
terça-feira, 16 de junho de 2009
Lula responde (?)
A partir do dia 07/07, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá um novo canal de comunicação com a sociedade. A coluna “O Presidente Responde”, será veiculada todas as terças-feiras nos jornais impressos interessados na publicação.
No espaço, o presidente irá responder perguntas formuladas pelos leitores. Caberá aos veículos enviá-las para a Secretaria de Imprensa do Planalto, que selecionará, semanalmente, três para serem respondidas.
As perguntas devem tratar de temas relacionados às políticas públicas, com relevância e interesse jornalístico. Todos os jornais receberão o mesmo material, que deverá ser publicado na íntegra. Cada texto terá aproximadamente 3,5 mil caracteres, com layout livre.
O cadastramento dos veículos foi aberto nesta segunda-feira (15/06). Os interessados devem preencher uma ficha que está disponível no site da Presidência.
Além da coluna, a Secretaria de Imprensa do Planalto planeja ainda para este ano a criação de um blog, um canal no Youtube e uma conta no Twitter. A idéia do governo é servir de fonte de informação diretamente para a população, sem a mediação e edição dos veículos.
Sérgio Matsuura, do Rio de Janeiro
Interessante... será que vai funcionar?
Quando o Governo se abre aos questionamentos do povo, pra mim é bom sinal.
E pra você?
quinta-feira, 19 de março de 2009
Uma verdadeira aula de jornalismo esportivo
Era terça-feira, 17 de março. A caminho da faculdade, poderia parecer até um dia normal. Mas não era. Não para mim, porque eu sabia que o Willy Gonser, da rádio Itatiaia - aquele que faz o coração de todo torcedor atleticano disparar, sofrer, se emocionar e vibrar de emoção - estaria na PUC para falar sobre radiojornalismo. Pois cheguei ao local com 30 minutos de antecedência e fiquei esperando ansiosamente o inicio da palestra.
Willy chegou e foi aplaudido. Simpático e muito bem humorado, aguardou pacientemente a chegada dos demais convidados e a exibição de um documentário - muito bacana por sinal – elaborado pelos ex-alunos da faculdade: Cristiano Martins, David Luís Prado, Emerson Campos, Gustavo Faleiro e Wanderson Lima, juntamente com um dos convidados, o Marcelo Machado. Trata-se de uma mostra do dia-a-dia nas rádios e nas transmissões ao vivo, com depoimentos de grandes personalidades do meio – inclusive com depoimento do próprio Willy Gonser. O vídeo foi tema de um projeto experimental apresentado à banca no final do curso.
Aos poucos, os demais convidados foram chegando. Eram eles: o assessor de Comunicação Social da Ademg, Rogério Bertho, o comentarista das rádios Globo, CBN Minas e dos canais Sportv e PFC, Leonardo Figueiredo e o Repórter da Rádio Inconfidência, Marcelo Machado, como já citado.
Foi fantástico, porque como o próprio Willy Gonser fez questão de afirmar, aquele encontro não tinha o formato de uma palestra, mas sim de um bate papo: “Conversar sobre futebol é sempre uma coisa boa”, afirmou. Sabe aqueles programas televisivos, pós-jogos que têm uma mesa cheia de comentaristas, discutindo sobre a partida de futebol? Aqueles que assistimos, sentados no sofá, dando pitacos, como se eles [os comentaristas] estivessem nos ouvindo? Então, era isso! E dessa vez eu estava lá de verdade! Eu e dezenas de colegas que lotaram a Multimeios (sala de apresentações e palestras da PUC), fazendo diversas perguntas e até mesmo comentando sobre alguns assuntos, interagindo com os convidados.
Muitas coisas bacanas foram ditas ali. Sobre a imparcialidade na transmissão de partidas de futebol, por exemplo, Willy afirmou que não acha que ela [a imparcialidade] seja assim tão necessária. Ele disse que os ouvintes sabem quando o locutor está falando em tom de brincadeira ou não. Para ele o importante é ser profissional: “Não acho que devo ser imparcial. Posso ser parcial porque a credibilidade conquistada me dá o álibi para isso. Quando é momento de analisar lances, o profissionalismo fala mais alto e o ouvinte com certeza sabe discernir esses momentos. Mas, cá pra nós, um cara como eu, que está no rádio há 54 anos não pode responder simplesmente que não torce para ninguém! Isso seria hipocrisia!”, disse. O locutor declarou também, que possui três times do coração: Grêmio, Atlético Mineiro e, claro, a Seleção brasileira. Dentre os vários assuntos que foram surgindo ao longo do evento, destaco alguns:
Sobre a proibição da venda de bebidas alcoólicas no Mineirão – Willy e Leonardo são contra, porque acham que o torcedor que está de folga e quer ter um momento de lazer com a família, é penalizado por culpa de outros que às vezes nem são torcedores. O locutor acha que a maioria dos casos de violência, que acontecem em partidas de futebol, ocorrem fora do estádio, o que não justifica essa proibição. Para Leonardo, a violência deve ser tratada como caso de segurança pública, sem que para isso pessoas de bem sejam penalizadas. Ele acha que a proibição faz com que torcedores deixem de freqüentar os estádios para assistir os jogos em suas casas. Rogério, da Ademg, por sua vez, defende a medida adotada porque segundo ele, dados estatísticos comprovaram que esta contribuiu para a diminuição de casos de violência nos estádios.
Sobre a volta de Ronaldo – Todos se mostraram contentes e torcedores do fenômeno. Willy Gonser em particular, mostra que tem muita afinidade com o jogador, afirmando inclusive, que seu retorno à seleção brasileira pode ser cogitado.
Sobre a influência das mulheres no esporte - Todos concordaram que o crescimento dessa influência é fato. Mas, todos concordaram também que isso só é possível desde que a mulher entenda muito bem de futebol. Em algumas situações, eles presenciaram cenas pouco agradáveis com algumas delas. O Rogério contou o caso de uma ex colega que, ao ser chamada pelo locutor - que lhe perguntou sobre o movimento no campo de futebol -, disse: “Bem, do lado direito temos o Cruzeiro... com a camisa azul... E, do lado esquerdo, o Atlético... com a camisa branca de listras pretas...” (será que isso é verdade mesmo?)
Sobre a entrada do jovem no jornalismo esportivo: O Marcelo Machado deu um banho de ânimo nos futuros jornalistas que o assistiam. O banho de ânimo ao qual me refiro se dá pelo fato de que o mercado de trabalho para jornalistas já está bem saturado. Isto é uma realidade tanto para os profissionais quanto para os estudantes. Apesar de jovem, ele já está inserido no mercado, o que por si só já é motivo para despertar esperanças. Além disso, ele afirmou com convicção: “Quem pretende ser jornalista esportivo tem que tentar e ir até o fim. Porque tem chances de conseguir sim”. Mas fez ressalvas: “É necessário mais que um curso de jornalismo e disposição. É preciso também – e principalmente – conhecer muito sobre futebol e ser completamente apaixonado pelo tema” contou.
Casos inusitados que acontecem durante as transmissões: Esse foi um momento de muitas risadas. Mas o que mais me fez rir, foi o episódio contado pelo jornalista Leonardo Figueiredo. (desculpa Leonardo, mas vou ter que contar isso aqui... rs).
Ele disse que assim que entrou na Itatiaia, foi cobrir um clássico no Mineirão. Estava escalado como repórter volante e estava bem nervoso. Porém, não contava com uma dor de barriga repentina que o atacou minutos antes do jogo. Aflito, ele entrou no vestiário (acho que do Atlético) a fim de achar um banheiro. Ficou procurando pelo estádio – que ainda não conhecia muito bem – até que enfim, conseguiu encontrar . Para chegar até lá, o jornalista passou por entre os jogadores que estavam se preparando para entrar em campo. “Com o microfone da Itatiaia você consegue entrar em qualquer lugar”, comentou Leonardo. Foi então que – já acomodado – tentou ligar para seus colegas na rádio, avisando que não poderia atender, caso o Willy o chamasse. Por azar, ninguém atendeu suas ligações. E, o Willy Gonser o chamou: “Vamos falar com o repórter Leonardo Figueiredo... e aí Leonardo, diga-nos onde você está?”. Segundo ele, a única coisa que passou por sua cabeça, foi dizer que estava passeando no vestiário, observando a preparação dos jogadores. Leonardo disse que, assim que saiu do banheiro, os jogadores estavam o esperando na porta, porque tinham ouvido sua conversa ao telefone...
Este foi apenas um dos casos engraçados que ouvimos, mas não dá para escrever todos aqui. Olha o tamanho deste post!
Só posso dizer que tudo que foi dito ali – até mesmo as histórias inusitadas - foi uma verdadeira aula de jornalismo e profissionalismo para todos os presentes. No final do bate pap’ eu pedi ao Willy Gonser que narrasse um trechinho de uma partida para que pudéssemos desfrutar da sua voz, ali, ao vivo. Mas ele não quis. Fiquei um pouco triste, mas depois entendi. Em meio a atleticanos e cruzeirenses, narrar um gol do Tardelli não seria bom para sua imagem. Mas que seria bom ouvi-lo narrando um gol do Tardelli, ah.. isso seria!
O Leonardo finalizou suas considerações dizendo que jornalistas não devem ser tratados como celebridades. Que ele me desculpe, mas, apesar de concordar com sua opinião, faço do Willy uma exceção. Sou fã de carteirinha dele e, apesar de não estar direcionada para a área de jornalismo esportivo, sempre terei o Willy Gonser como um exemplo e como uma referência na minha futura carreira.
Antes que eu me esqueça: o evento foi realizado pelo DA de Comunicação da PUC Minas São Gabriel. Uma iniciativa exemplar, que deve ser continuada por servir de suporte a todos os estudantes. Eles merecem nossos aplausos!
sexta-feira, 13 de março de 2009
Acessbilidade
Sei que nosso país ainda tem muito a aprender sobre implementação de acessibilidade para pessoas com necessidades especiais. Mas, analisando as medidas adotadas pelo Senado me deparei com um programinha em java super bacana e simples de usar.
Para que quiser testar o recurso é só selecionar uma parte deste texto e clicar na imagem que aparece na parte inferior da mesma página.

Parabenizo os autores dessa iniciativa e espero que ela seja propagada pela web como um todo. Afinal, direitos iguais, não é mesmo?
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Revista Veja disponibiliza acervo digital
Mais uma ótima dica enviada a mim pela Camila.
A Revista “Veja” disponibilizou um acervo digital de todas as suas edições. O acervo é uma parceria com o banco Bradesco, e tem uma ótima navegabilidade. Nele, o usuário faz sua pesquisa através de palavras-chaves, e é imediatamente direcionado a links que o levam a todas as matérias publicadas sobre aquela palavra. É realmente fantástico e - pelo menos para mim - vai ser de grande utilidade.
Para conhecer o acervo clique aqui.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Rapidinhas do dia
Estado de Minas Polícia captura quadrilha que assaltava bancos.
O Tempo Casal de menores é apreendido com meio quilo de maconha no bairro Caiçara.
Hoje em Dia Mesmo com o programa “Olho Vivo” furtos aumentam em 27% na capital mineira.
New York Times As políticas ‘antiterroristas’ do Governo Obama não tem diferido muito da políticas de George W. Bush.
Jornal do Commercio Em Brasília, professor foi demitido por usar música de conteúdo gay, a fim de ensinar os alunos sobre a o tema da matéria. A música era I Kissed girl (eu beijei uma garota) da cantora americana Katy Perry.
Le Monde China já tem 20 mil desempregados.
Folha de São Paulo Estados Unidos prevê mais 50 mil demissões
Agora São Paulo Justiça cancela INSS sobre o valor do aviso prévio
Conversa Afiada PHA Afirma que um passarinho lhe contou que a Globo deverá deixar de ser tão pessimista, senão os anunciantes não terão mais como anunciar. Afirmou também que o jornal O Globo está na “UTI”.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
PARA QUEM GOSTA DE CAJU, ESTA MATÉRIA É UM 'COPO CHEIO'
Caju é divorciado e pai de dois filhos, Lucas de 17 anos e Thiago de 12. “Sinto-me um pai privilegiado. Apesar de meus filhotes não morarem comigo, nada é capaz de abalar a cumplicidade, a confiança e o carinho que sempre existiu entre nós”, afirma. Para ele, o importante não é a quantidade do tempo que um pai passa ao lado do filho, mas sim, a qualidade. “Além disso, tenho um bom relacionamento com minha ex-esposa e com toda a sua família”, diz.
Nascido em Belo Horizonte, Caju foi criado no bairro Betânia, mas também morou no bairro São Pedro, para onde se mudou após casar-se. Ele conta que também residiu no interior de São Paulo, onde vivem os filhos atualmente. Hoje Caju mora sozinho no bairro Floresta, na capital mineira.
Como profissional versátil que é ele nos disse que sua vida é cheia de atividades e vazia de rotina. Essas atividades são divididas entre as apresentações da peça de teatro "Vão Falar de Coisa Boa?!", as gravações do programa de televisão "Caju e Totonho em OFF", que é exibido pela TV Alterosa, e o programa de rádio Graffite transmitido pela 98Fm. No último, ele possui mais dois companheiros de bancada: Luiz Eduardo Schechtel (Dudu) e Rodrigo Dias (Rodrigo Rodrigues). Além disso, já atuou em alguns curtas-metragens, como: "A Hora Vagabunda","Remédios do Amor", "Perdemos de 1x1", "A Loira do Bonfim","Na Rua Ramalhetes" - e em outros longas-metragens - "Samba Canção", "Confronto Final," "Batismo de Sangue", "Bem Próximo do Mal.
Com muitos planos para sua carreira, Caju revela alguns de seus projetos. Ele pretende, por exemplo, fazer mais cinema, levar a peça para RJ e SP, fazer uma versão infantil de "Vão Falar de Coisa Boa", entre outros. “Também estou acabando de escrever o texto de uma peça de teatro, que se trata de uma comédia de casal, onde vou atuar com a Cynthia Falabella. Sempre quisemos atuar juntos e acho que agora vai dar certo”, conta. Aliás, como ele próprio afirma, escrever é uma de suas paixões.
Atleticano “desde que nasceu”, ele diz que sente falta da prática de esportes: “Sempre joguei bola - e sou bom, pode acreditar”, afirmou. “Sei que não é desculpa, mas a correria está tanta, que ando meio sedentário. Quero voltar logo para academia malhar pesado, como fazia antes”, disse. Ele lembra que a apresentação da peça, junto com seu amigo Totonho, ajuda a queimar algumas calorias: “Nos últimos meses, minha única atividade física, foi fazer teatro. Totonho e eu sempre saíamos do palco, ensopados de suor”, disse.
Caju provoca muitas risadas por onde passa. Na peça teatral, dentre os vários papéis que interpreta, o que mais provoca risos no público é a imitação da “mãe”. Nessa imitação, ele reproduz cenas do cotidiano de ‘toda mãe normal’, que repreende seu filho por atitudes como: chegar tarde em casa, não gostar de estudar, não ajudar nas atividades domésticas, entre outros. A platéia se identifica com as cenas e mais do que gargalhadas, oferecem muitos aplausos (vídeo aqui).
“O humor não surgiu na minha vida. Eu nasci com ele. Quando eu saí da barriga da minha mãe e o médico bateu na minha bunda, eu não chorei, eu dei foi uma gargalhada” afirma.
Caju conta também que conheceu seu amigo Totonho (Alfredo Vianna) no Graffite: “Antes, o programa era formado pelo Dudu, Totonho e Rodrigo. Em 2001 a Rádio Transamérica se interessou em retomar o programa e o Dudu me convidou para formar um quarteto. Eu topei e foi assim que o conheci. Costumo dizer que foi humor à primeira vista”, relata.
Apesar de já terem viajado por todo o Brasil, e participarem de palestras e atividades empresariais, para Caju não há nada mais gratificante do que o trabalho voluntário: “Uma das coisas que mais nos deixam felizes, são as apresentações em hospitais. Vamos como voluntários, e se preciso fosse, até pagaríamos para fazer estas visitas, tamanho o prazer que sentimos ao ver enfermos - crianças, jovens, adultos ou idosos - gargalharem com nossas palhaçadas. Isso realmente não tem preço”, conta.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Los Hermanos juntos outra vez?
Confesso que mesmo depois de ler isso, estou otimista. A esperança é a última que morre, não é o que dizem? Então não custa nada torcer pra que isso aconteça. Afinal, vai ser bom pra eles também.
Clique aqui e leia o post na íntegra.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Entrevista com Aécio Neves: Em minas você vai encontrar oito milhões de marcianos...
Ontem, para minha surpresa, ao “passear” pelos canais da TV me deparei com o jornalista Kennedy Alencar entrevistando - em seu programa É Notícia exibido pela Rede Tv! - nada mais nada a menos que Aécio Neves.Isso mesmo, nosso governador concedia uma entrevista ao jornalista e dava sua ‘cara a tapa’ para responder as perguntas que nós sempre desejamos fazer.
Sobre sua candidatura à presidência da república
A principio o tema era a candidatura de Aécio à presidência da República. O governador fez um papel de modesto. Disse que seus planos consistem em viajar pelo país e discutir com a população seu projeto de “aglutinar novas forças políticas, unindo no mínimo quatro grandes bandeiras partidárias em pról de um mesmo ideal”. A “aliança” que martelou nossas cabeças aqui
Sobre as críticas da oposição
Ao ser questionado sobre as críticas feitas pela oposição – como o baixo investimento nas políticas sociais e gastos exacerbados em obras e construções - Aécio foi taxativo. “Todos os nossos índices apresentaram um crescimento significativo. Isso é política social. Os investimentos destinados a construção do novo centro administrativo levará o progresso a região Norte de Belo Horizonte. As obras que já foram entregues - como a Linha Verde, por exemplo - facilitarão o deslocamento até o novo Centro, e a região Norte será mais valorizada devido à concentração da nova sede administrativa em um só lugar”, disse o governador.
Sobre a relação com a imprensa
Quando Kennedy questionou o governador sobre sua relação com a imprensa mineira, afirmando que recebia reclamações de colegas - que diziam ser censurados ao tentar publicar matérias pejorativas que levavam o nome do governador ou de seu governo - o clima ficou tenso. Aécio jogou a ‘batata quente’ na mão do próprio Kennedy. Disse que aquela afirmação era um desrespeito à imprensa mineira. Afirmou que o seu governo não recebe muitas criticas porque as coisas vão muito bem. Disse também que a supervalorização da imprensa no eixo Rio – São Paulo impede que as notícias da imprensa mineira ganhem espaço na mídia. “Isso é intriga da oposição”, garantiu o governador. O jornalista Kennedy achou melhor mudar o foco do assunto...
Sobre a vida pessoal do governador
Nessa parte da entrevista o clima "ameno" e "agradável" invadiu o estúdio. Como se fosse para se redimir das duras perguntas anteriores, o entrevistador perguntava sobre o dia a dia e o cotidiano de “Aecinho” - como é conhecido pelos amigos - sem a menor formalidade. Aécio afirmou que é um homem do seu tempo. Não é hipócrita e não pretende abrir mão de sua personalidade por causa da vida política. “Então teremos um presidente namorador?” questionou Kennedy. “Vou ser quem sempre fui”, afirmou Aécio. “Se tem uma coisa que aprendi Kennedy, é que o poder passa...” disse. E baseando-se nisso Aécio justificou que suas idas ao Rio de Janeiro continuarão, mas não impedirão que os amigos e a família continuem tendo sua presença em uma pizzaria, ou no futebol das terças e sextas, ou mesmo nas cavalgadas com a família, que segundo ele acontece em noites de lua cheia, uma vez por mês. “Quer coisa melhor que isso? O Brasil precisa resgatar essa alegria de viver, e isso eu tenho de sobra”, afirmou Aécio. No final da entrevista um ‘pingue - pongue’ com o governador revelou algumas particularidades – é claro que para respondê-las ele pensou bem antes. Veja algumas delas:
Sua atriz preferida é Patrícia Pilar
Sua música preferida é: Tocando em Frente de Renato Teixeira
Seu cantor: Milton Nascimento
Uma mulher bonita? Gabriela (sua filha) – se safou é claro...
E uma frase: “Para se chegar a um objetivo pode-se transigir na estratégia, mas jamais nos princípios”
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
O fim do jornal Tribuna da Imprensa?
Segundo a matéria, o jornal fecha as portas por não possuir verba suficiente para quitar as dívidas contraídas devido à perseguição sofrida na época da Ditadura Militar. Uma indenização requisitada pelo jornal em 2006 ainda aguarda julgamento. Hélio Fernandes, atual presidente do jornal acusa a justiça de morosidade tendenciosa, e desrespeito à democracia.
No Tribuna on line é possível encontrar várias cartas em solidariedade ao jornal, assinadas por figuras importantes como Itamar Franco e Sarney além das dezenas de leitores assíduos.
O Tribuna da Imprensa foi fundado em 1949 pelo jornalista Carlos Lacerda. Hélio Fernandes assumiu a presidência da Tribuna em 1962. Entre 1968 e 1978 o jornal esteve sobre censura prévia imposta pela ditaduta. Em 1981 o jornal sofreu um atentado em sua sede, uma bomba explodiu ali.
Hoje Hélio Fernandes, com 88 anos, luta para preservar este jornal, que sempre foi exemplo de luta, transparência e coragem para "nadar contra a maré".
Um dos leitores sugeriu que e-mails sejam enviados ao Ministro Joaquim para que o caso seja julgado o quanto antes, o que possibilitará a reabertura do jornal (após a entrega da indenização).
Se você concorda com esse leitor, aí vai o email do ministro: gabiminjoaquim@stf.jus.br
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Obama é bom. Mas nem tudo é festa.

O povo sempre faz suas escolhas de forma correta, às vezes, depois, os fatos são corrompidos e as coisas desandam. Mas nesse caso ,parece-me que o povo americano fez a única escolha sensata que poderiam ter feito.O atual Presidente americano vai deixar uma herança tão terrivelmente maldita que apenas uma liderança emergindo de uma eleição democrática com vitória nas duas casas legislativas poderá reunir forças suficientes para soerguer esse gigante que é os EUA. O fato de se ter ungido uma nova liderança com força e expressão política é condição necessária e suficiente para alicerçar-se um novo modelo de desenvolvimento econômico e social.
Quais são os principais problemas que Obama deverá enfrentar?
Primeiro consolidar e solidificar sua emergente liderança,promovendo as alianças necessárias para obter apoios internacionais relevantes.Obama tem o seguinte dilema ,repetindo a historia:”vencer ou vencer!” Não vai ser fácil já que os EUA terão que demonstrar ao mundo sua indubitável intenção e capacidade de tomar atitudes totalmente inovadoras tais como por exemplo a bandeira de um desenvolvimento responsável capas de direcionar o mundo para um crescimento com sustentabilidade econômica ,social e ambiental .Ou seja um mundo menos predatório e socialmente mais justo.Não vai ser fácil.
O ministro do planejamento, Paulo Bernardo, afirmou no programa Bom Dia Ministro que “a crise pode afetar sim a economia brasileira, mas, as medidas tomadas pelo governo nos últimos anos - como a manutenção do orçamento equilibrado e o aumento do crédito - propiciaram sólidas reservas de dólares e trouxeram certa blindagem contra a crise”. Você acha que a ‘tranqüilidade’ demonstrada pelo governo têm fundamentos?
Prefiro acreditar que o Ministro deu uma declaração em outro contexto e foi mal interpretado,já que em sua função de autoridade publica certamente conhece a gravidade da situação bem como as limitações a que estão expostas às diversas economias.O próprio Presidente Lula que a principio tentou desconsiderar a gravidade da situação já se deu conta de seu equívoco inicial.
Quais são suas expectativas para o futuro econômico do país?
Temos que ser responsáveis porque teremos momentos duros.Possivelmente teremos que conviver com um processo recessivo,desemprego e coisas do gênero,o que é muito preocupante e desagradável.Não adianta muita perfumaria é preciso enfrentar essa crise como se fosse numa economia de guerra.Acho que quanto antes atacar o problema ,mais perto estaremos da solução e da saída da crise.Por exemplo,fortalecer o mercado interno como forma de reduzir nossa dependência do mercado externo que deverá sofrer mais para uma recuperação.O Presidente Lula por exemplo já deu demonstrações inequívocas que sabe compreender as expectativas do povo brasileiro.
Hoje ,como se sabe,o Governo é um despoupador,ou seja ele consome a poupança publica em função de seus gastos acima de suas receitas.O que se espera é ver um Estado gastando com parcimônia ,no seu limite,gerando recursos para investimento.Se isso puder existir,certamente teremos a honra suprema de ver o Brasil saindo dessa crise não como um pais emergente mas como uma potência emergente.
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Afinal . . . de onde surgem as notícias?
Essa é uma questão que me deixa intrigada...
O que faz com que um determinado evento, se torne notícia?
Quem decide o que pode ser ou não "Manchete do Jornal"?
Ocorrencias graves como o 11 de Setembro, acidentes aéreos, são inquestionáveis... Mas, o que dizer quando você, na melhor das intenções abre um jornal para ver as noticias do dia, ou acessa uma página de notícias para se interar dos assuntos atuais e se depara com uma "atriz conhecida" chorando desesperadamente? O Motivo? O cachorro que ela tanto amava morreu!!! Atropelado por um carro . . .
Nada contra cachorros, e muito menos contra a atriz.
Aliás, nada contra chorar pela perda de um animalzinho de estimação (sei que eles acabam se tornando muito especiais para seus donos). Entender, analisando o ponto de vista do dono do cachorro é uma coisa... mas sinceramente, ter que aceitar essa situação como uma notícia de âmbito nacional, é outra totalmente diferente!
Tantas preocupações, tantos problemas mundiais, nacionais, estatais, municipais para resolver... e a midia se preocupando em divulgar a morte de um cachorro? Ahh! Me poupem!
Não quero me arrepender! A profissão que escolhi é o Jornalismo. O Código de Ética dos Jornalistas existe para ser cumprido e não para enfeitar a estante.
Afinal, será que alguém ai lembra desse código? Principalmente do que é tratado no Artigo 6° item II?
Já que não respeitam o código, seria pedir demais que respeitem pelo menos os leitores?