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sábado, 14 de março de 2009

O "rei" Pelé e sua modéstia - quase extinta

Apesar de não ter acompanhado o futebol de Pelé, já vi dezenas de vídeos que comprovam o fato de que ele era um jogador sem igual. Ok, nada se discute em relação a isso. Porém, lendo a entrevista das 'páginas amarelas' da Veja, (ed .2102 do dia 4 de março), fiquei decepcionada. Isso porque o "rei" Pelé simplesmente se acha! Sério.. modéstia nas palavras dele é uma coisa rara de se ver". Além de tudo, fala de sí mesmo em terceira pessoa, como se tivesse uma dupla personalidade.

Selecionei algumas frases que mais me chocaram e fizeram com que me sentisse assim. Veja abaixo (coloquei alguns comentários em itálico):


"(...)todo mundo acha que o Pelé poderia ser um bom presidente, mas essa possibilidade está descartada..." [O que ele quis dizer com 'todo mundo'? ]

"Pena que o baixinho não tenha conseguido chegar aos meus 1283 gols oficiais. Nos 1000 gols de Romário, foram incluídos gols de quando ele era juvenil e até infantil... O que interessa, porém, é que o futebol e o Pelé trouxeram de importante para o mundo." [ Aff...]

"Os jovens têm que saber o valor que o Brasil tem e o Pelé tem [...] Todo mundo sabe que o Pelé foi melhor que o Maradona: cabeceava melhor, chutava com as duas pernas." [Ah tá... tenho que saber isso né? E através de você mesmo né? Ahh tá.. ]

" O brasileiro me ama, me adora. Agora culturamente tem cisma com quem faz sucesso..." [Eu tenho cisma de gente que se acha e não de gente que faz sucesso. E sinto muito em decepcioná-lo mas...eu não te amo!]

"Quando o Obama estiver mais calmo, sem essa pressão de bolsa, passo lá para tomar um café(...)" [Isso, aproveita e dá umas dicas de 'como dominar a crise' pra ele! rs]

"Em quatro anos, ele [falando de Obama] pode até ficar mais famoso, mas eu continuarei a ser rei" [Ah neemmm... nem vou comentar essa aqui...]

"Já ouvi até que o Pelé é mais famoso que Jesus Cristo(...) Mas não sou eu quem digo viu? Depois que os Beatles disseram que eram mais famosos que Cristo, começou a desgraça e o grupo acabou. Aliás, se os Beatles são sirs, eu sou Cavaleiro do Império britânico, título que ganhei da rainha da Inglaterra." [ Ou seja, você é melhor que os Beatles...? É isso mesmo que entendi?]

"O Pelé é imortal. O Edson não tem medo de envelhecer nem de morrer" [Isso é bom já que vai ser inevitável...]


Se compara com o presidente Obama, com Beatles, com Jesus Cristo...afirma que é uma espécie de 'salvador do mundo'...

Bem, não sei quanto a vocês, mas eu admiro muito pessoas modestas, humildes , simples. Acho que o verdadeiro brilho e o verdadeiro sucesso se encontram em pessoas que possuem estas características. Decepcionada.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

PARA QUEM GOSTA DE CAJU, ESTA MATÉRIA É UM 'COPO CHEIO'

Os fãs da dupla Caju e Totonho conhecerão um pouco mais sobre um de seus integrantes nas próximas linhas desta matéria. Através de um bate-papo informal, Rodrigo Signoretti Magalhães, 37 anos, mais conhecido como Caju, contou um pouco sobre sua vida pessoal e profissional, recheada de atividades e bom humor.

Caju é divorciado e pai de dois filhos, Lucas de 17 anos e Thiago de 12. “Sinto-me um pai privilegiado. Apesar de meus filhotes não morarem comigo, nada é capaz de abalar a cumplicidade, a confiança e o carinho que sempre existiu entre nós”, afirma. Para ele, o importante não é a quantidade do tempo que um pai passa ao lado do filho, mas sim, a qualidade. “Além disso, tenho um bom relacionamento com minha ex-esposa e com toda a sua família”, diz.

Nascido em Belo Horizonte, Caju foi criado no bairro Betânia, mas também morou no bairro São Pedro, para onde se mudou após casar-se. Ele conta que também residiu no interior de São Paulo, onde vivem os filhos atualmente. Hoje Caju mora sozinho no bairro Floresta, na capital mineira.

Como profissional versátil que é ele nos disse que sua vida é cheia de atividades e vazia de rotina. Essas atividades são divididas entre as apresentações da peça de teatro "Vão Falar de Coisa Boa?!", as gravações do programa de televisão "Caju e Totonho em OFF", que é exibido pela TV Alterosa, e o programa de rádio Graffite transmitido pela 98Fm. No último, ele possui mais dois companheiros de bancada: Luiz Eduardo Schechtel (Dudu) e Rodrigo Dias (Rodrigo Rodrigues). Além disso, já atuou em alguns curtas-metragens, como: "A Hora Vagabunda","Remédios do Amor", "Perdemos de 1x1", "A Loira do Bonfim","Na Rua Ramalhetes" - e em outros longas-metragens - "Samba Canção", "Confronto Final," "Batismo de Sangue", "Bem Próximo do Mal.

Com muitos planos para sua carreira, Caju revela alguns de seus projetos. Ele pretende, por exemplo, fazer mais cinema, levar a peça para RJ e SP, fazer uma versão infantil de "Vão Falar de Coisa Boa", entre outros. “Também estou acabando de escrever o texto de uma peça de teatro, que se trata de uma comédia de casal, onde vou atuar com a Cynthia Falabella. Sempre quisemos atuar juntos e acho que agora vai dar certo”, conta. Aliás, como ele próprio afirma, escrever é uma de suas paixões.

Atleticano “desde que nasceu”, ele diz que sente falta da prática de esportes: “Sempre joguei bola - e sou bom, pode acreditar”, afirmou. “Sei que não é desculpa, mas a correria está tanta, que ando meio sedentário. Quero voltar logo para academia malhar pesado, como fazia antes”, disse. Ele lembra que a apresentação da peça, junto com seu amigo Totonho, ajuda a queimar algumas calorias: “Nos últimos meses, minha única atividade física, foi fazer teatro. Totonho e eu sempre saíamos do palco, ensopados de suor”, disse.

Caju provoca muitas risadas por onde passa. Na peça teatral, dentre os vários papéis que interpreta, o que mais provoca risos no público é a imitação da “mãe”. Nessa imitação, ele reproduz cenas do cotidiano de ‘toda mãe normal’, que repreende seu filho por atitudes como: chegar tarde em casa, não gostar de estudar, não ajudar nas atividades domésticas, entre outros. A platéia se identifica com as cenas e mais do que gargalhadas, oferecem muitos aplausos
(vídeo aqui).

“O humor não surgiu na minha vida. Eu nasci com ele. Quando eu saí da barriga da minha mãe e o médico bateu na minha bunda, eu não chorei, eu dei foi uma gargalhada” afirma.

Caju conta também que conheceu seu amigo Totonho (Alfredo Vianna) no Graffite: “Antes, o programa era formado pelo Dudu, Totonho e Rodrigo. Em 2001 a Rádio Transamérica se interessou em retomar o programa e o Dudu me convidou para formar um quarteto. Eu topei e foi assim que o conheci. Costumo dizer que foi humor à primeira vista”, relata.

Apesar de já terem viajado por todo o Brasil, e participarem de palestras e atividades empresariais, para Caju não há nada mais gratificante do que o trabalho voluntário: “Uma das coisas que mais nos deixam felizes, são as apresentações em hospitais. Vamos como voluntários, e se preciso fosse, até pagaríamos para fazer estas visitas, tamanho o prazer que sentimos ao ver enfermos - crianças, jovens, adultos ou idosos - gargalharem com nossas palhaçadas. Isso realmente não tem preço”, conta.