terça-feira, 28 de abril de 2009

Gripe Suína

Replico aqui algumas perguntas e respostas sobre a Gripe que vem assutando a todos. Todas as informações abaixo foram retiradas da Folha Online.

O que é a gripe suína?

É uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é diferente do H1N1 totalmente humano que circula nos últimos anos, por conter material genético dos vírus humanos, de aves e suínos, incluindo elementos de vírus suínos da Europa e da Ásia.

A gripe tem cura?

Tem tratamento.

Como é transmitido o vírus?

Em casos registrados nos últimos anos, a doença foi contraída por pessoas que tiveram contatos com criações de porcos, mas não há registro de que o mesmo tenha acontecido no atual surto. Ela está sendo da mesma forma que a gripe comum: por via aérea, de pessoa para pessoa, por meio de espirros e tosse.

Quais são os sintomas?

Os sintomas em humanos são parecidos com os da gripe comum e incluem febre acima de 39°C, falta de apetite e tosse. Algumas pessoas com a gripe suína também relataram ter apresentado catarro, dor de garganta, náusea, vômito e diarreia forte.

Infecção de gripe suína é comum em humanos?

No passado, os Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) registraram 12 casos de infecção humana pelo vírus da gripe suína, todo em pessoas que tiveram contato com porcos. Nesses casos, não houve evidência de transmissão entre humanos.

Pode-se contrair a doença comendo carne de porco?

Não. Os vírus da gripe suína não são transmitidos pela comida. O governo mexicano e a OMS (Organização Mundial de Saúde) descartaram qualquer risco de infecção por ingestão de carne de porco. De acordo com o CDC, a temperatura de cozimento (71ºC) destrói os vírus e as bactérias.

Como devo agir se estiver com os sintomas?

Não houve detecção da nova gripe no Brasil até o momento. Portanto, quem tiver sintomas de gripe pode tomar remédios sintomáticos e procurar um médico, caso os sintomas persistam, para tomar um antiviral. Mais informações: www.saude.gov.br

E quem chegou de viagem?

Se a pessoa esteve nos últimos dez dias em países onde houve casos, como o México, e apresenta sintomas. pode procurar um médico e realizar o exame para identificar o tipo de gripe. Deve-se evitar locais com presença de muitas pessoas enquanto não sai o resultado.

Qual a diferença entre a gripe suína e a gripe comum?

A gripe suína é caracterizada pelos sintomas da gripe comum, mas pode causar vômitos e diarreia mais graves. A gripe comum mata entre 250 mil e 500 mil pessoas a cada ano, principalmente entre a população mais velha. A maioria das pessoas morre de pneumonia, e a gripe pode matar por razões que ninguém entende. Também pode piorar infecções por bactérias. A maioria dos mortos da gripe suína tinha entre 25 e 45 anos.

Como a infecção de humanos com gripe suína pode ser diagnosticada?

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Entretanto, algumas pessoas, principalmente crianças, podem espalhar o vírus por dez dias ou mais.

Existe vacina contra esta doença?

As vacinas normais contra a gripe são alteradas todos os anos para incluir imunização contra novas variedades de vírus. Segundo as autoridades mexicanas, que citam a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacina existente para humanos é para uma cepa anterior ao vírus, com o qual não é tão eficaz. Mas como os casos confirmados de mortes atingiram adultos, é possível que as pessoas mais vulneráveis --crianças e idosos--tenham se beneficiado por serem alvo de vacinação mais regularmente que os adultos jovens.

A vacina contra a gripe comum tem eficácia contra a gripe suína?

Não se sabe. Pode haver uma prevenção, ainda que parcial, se considerado o fato de que os casos no México ocorreram principalmente com adultos jovens. Lá, crianças de até 3 anos e adultos com mais de 50 vacinam-se rotineiramente contra a gripe humana.

Existe algum remédio eficaz contra a doença?

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC.

Por que a OMS está em estado de alerta?

Porque há casos humanos associados a um vírus de gripe animal, mas também pela extensão geográfica dos diferentes focos, assim como pela idade não habitual dos grupos afetados. A gripe suína representa o maior risco de uma pandemia em larga escala desde que a gripe aviária que ressurgiu em 2003.

Trata-se de um novo tipo de gripe suína?

Assim como no ser humano, os vírus da gripe sofrem mutação contínua no porco, um animal que possui, nas vias respiratórias, receptores sensíveis aos vírus da influenza suína, humana e aviária. Os porcos tornam-se incubadoras que favorecem o aparecimento de novos vírus gripais, através de combinações genéticas, em caso de contaminações simultâneas. Esses tipos de vírus híbridos podem provocar o aparecimento de um novo vírus da gripe, tão virulento como o da gripe aviária e tão transmissível como a gripe humana.

Os turistas com viagens marcadas para o México deveriam ficar preocupados?

A OMS diz que não é preciso alterar planos de viagens e o México disse que não vê necessidade de fechar as fronteiras. Mas governos de países como Itália, Polônia e Venezuela aconselharam os seus cidadãos a adiarem viagens às áreas em que foram registrados casos de gripe suína no México e nos EUA. Segundo a OMC, o fechamento de fronteiras e as restrições às viagens seriam inúteis, porque o vírus já se espalhou.

Corro risco de viajar aos países atingidos?

Por enquanto não há um alerta por parte das entidades sanitárias que justifique o cancelamento da viagem. Mas adiá-la, caso possível, pode ser uma atitude preventiva. Os que vão a locais afetados podem usar máscaras, lavas as mãos com água e sabão constantemente e evitar aglomerações, entre outros procedimentos.

Como se previne estando nesses locais?

Com máscaras, lavando sempre as mãos e evitando locais com muita gente entre outros.

Qual o tempo de incubação?

Em média varia de 24 horas a 3 dias. A mídia mexicana cita até duas semanas.

Posso contrair o vírus de alguém que não apresente os sintomas?

Sim. O Influenza pode ser transmitido por alguém até 24 horas antes de essa pessoa apresentar os sintomas.

Quais os grupos mais suscetíveis?

Pessoas com alguma doença crônica ou deficiência imunológica sempre estão mais sujeitas.

Quanto tempo demora o resultado do exame que detecta a gripe suína?

Nos EUA, tem demorado em torno de três dias. A Fiocruz prevê o mesmo para o Brasil.

VEJA TAMBÉM O VÍDEO EXIBIDO NO JORNAL DA GLOBO DIA 27/5




domingo, 12 de abril de 2009

Satisfação

Caríssimos leitores deste blog,

Como o próprio título define, tô passando só pra dizer que infelizmente não estou conseguindo atualizá-lo com tanta frequência.

Peço desculpas e juro que assim quer eu volto ...

a autora.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Uma verdadeira aula de jornalismo esportivo

Era terça-feira, 17 de março. A caminho da faculdade, poderia parecer até um dia normal. Mas não era. Não para mim, porque eu sabia que o Willy Gonser, da rádio Itatiaia - aquele que faz o coração de todo torcedor atleticano disparar, sofrer, se emocionar e vibrar de emoção - estaria na PUC para falar sobre radiojornalismo. Pois cheguei ao local com 30 minutos de antecedência e fiquei esperando ansiosamente o inicio da palestra.

Willy chegou e foi aplaudido. Simpático e muito bem humorado, aguardou pacientemente a chegada dos demais convidados e a exibição de um documentário - muito bacana por sinal – elaborado pelos ex-alunos da faculdade: Cristiano Martins, David Luís Prado, Emerson Campos, Gustavo Faleiro e Wanderson Lima, juntamente com um dos convidados, o Marcelo Machado. Trata-se de uma mostra do dia-a-dia nas rádios e nas transmissões ao vivo, com depoimentos de grandes personalidades do meio – inclusive com depoimento do próprio Willy Gonser. O vídeo foi tema de um projeto experimental apresentado à banca no final do curso.

Aos poucos, os demais convidados foram chegando. Eram eles: o assessor de Comunicação Social da Ademg, Rogério Bertho, o comentarista das rádios Globo, CBN Minas e dos canais Sportv e PFC, Leonardo Figueiredo e o Repórter da Rádio Inconfidência, Marcelo Machado, como já citado.

Foi fantástico, porque como o próprio Willy Gonser fez questão de afirmar, aquele encontro não tinha o formato de uma palestra, mas sim de um bate papo: “Conversar sobre futebol é sempre uma coisa boa”, afirmou. Sabe aqueles programas televisivos, pós-jogos que têm uma mesa cheia de comentaristas, discutindo sobre a partida de futebol? Aqueles que assistimos, sentados no sofá, dando pitacos, como se eles [os comentaristas] estivessem nos ouvindo? Então, era isso! E dessa vez eu estava lá de verdade! Eu e dezenas de colegas que lotaram a Multimeios (sala de apresentações e palestras da PUC), fazendo diversas perguntas e até mesmo comentando sobre alguns assuntos, interagindo com os convidados.

Muitas coisas bacanas foram ditas ali. Sobre a imparcialidade na transmissão de partidas de futebol, por exemplo, Willy afirmou que não acha que ela [a imparcialidade] seja assim tão necessária. Ele disse que os ouvintes sabem quando o locutor está falando em tom de brincadeira ou não. Para ele o importante é ser profissional: “Não acho que devo ser imparcial. Posso ser parcial porque a credibilidade conquistada me dá o álibi para isso. Quando é momento de analisar lances, o profissionalismo fala mais alto e o ouvinte com certeza sabe discernir esses momentos. Mas, cá pra nós, um cara como eu, que está no rádio há 54 anos não pode responder simplesmente que não torce para ninguém! Isso seria hipocrisia!”, disse. O locutor declarou também, que possui três times do coração: Grêmio, Atlético Mineiro e, claro, a Seleção brasileira. Dentre os vários assuntos que foram surgindo ao longo do evento, destaco alguns:

Sobre a proibição da venda de bebidas alcoólicas no Mineirão – Willy e Leonardo são contra, porque acham que o torcedor que está de folga e quer ter um momento de lazer com a família, é penalizado por culpa de outros que às vezes nem são torcedores. O locutor acha que a maioria dos casos de violência, que acontecem em partidas de futebol, ocorrem fora do estádio, o que não justifica essa proibição. Para Leonardo, a violência deve ser tratada como caso de segurança pública, sem que para isso pessoas de bem sejam penalizadas. Ele acha que a proibição faz com que torcedores deixem de freqüentar os estádios para assistir os jogos em suas casas. Rogério, da Ademg, por sua vez, defende a medida adotada porque segundo ele, dados estatísticos comprovaram que esta contribuiu para a diminuição de casos de violência nos estádios.

Sobre a volta de Ronaldo – Todos se mostraram contentes e torcedores do fenômeno. Willy Gonser em particular, mostra que tem muita afinidade com o jogador, afirmando inclusive, que seu retorno à seleção brasileira pode ser cogitado.

Sobre a influência das mulheres no esporte - Todos concordaram que o crescimento dessa influência é fato. Mas, todos concordaram também que isso só é possível desde que a mulher entenda muito bem de futebol. Em algumas situações, eles presenciaram cenas pouco agradáveis com algumas delas. O Rogério contou o caso de uma ex colega que, ao ser chamada pelo locutor - que lhe perguntou sobre o movimento no campo de futebol -, disse: “Bem, do lado direito temos o Cruzeiro... com a camisa azul... E, do lado esquerdo, o Atlético... com a camisa branca de listras pretas...” (será que isso é verdade mesmo?)

Sobre a entrada do jovem no jornalismo esportivo: O Marcelo Machado deu um banho de ânimo nos futuros jornalistas que o assistiam. O banho de ânimo ao qual me refiro se dá pelo fato de que o mercado de trabalho para jornalistas já está bem saturado. Isto é uma realidade tanto para os profissionais quanto para os estudantes. Apesar de jovem, ele já está inserido no mercado, o que por si só já é motivo para despertar esperanças. Além disso, ele afirmou com convicção: “Quem pretende ser jornalista esportivo tem que tentar e ir até o fim. Porque tem chances de conseguir sim”. Mas fez ressalvas: “É necessário mais que um curso de jornalismo e disposição. É preciso também – e principalmente – conhecer muito sobre futebol e ser completamente apaixonado pelo tema” contou.

Casos inusitados que acontecem durante as transmissões: Esse foi um momento de muitas risadas. Mas o que mais me fez rir, foi o episódio contado pelo jornalista Leonardo Figueiredo. (desculpa Leonardo, mas vou ter que contar isso aqui... rs).

Ele disse que assim que entrou na Itatiaia, foi cobrir um clássico no Mineirão. Estava escalado como repórter volante e estava bem nervoso. Porém, não contava com uma dor de barriga repentina que o atacou minutos antes do jogo. Aflito, ele entrou no vestiário (acho que do Atlético) a fim de achar um banheiro. Ficou procurando pelo estádio – que ainda não conhecia muito bem – até que enfim, conseguiu encontrar . Para chegar até lá, o jornalista passou por entre os jogadores que estavam se preparando para entrar em campo. “Com o microfone da Itatiaia você consegue entrar em qualquer lugar”, comentou Leonardo. Foi então que – já acomodado – tentou ligar para seus colegas na rádio, avisando que não poderia atender, caso o Willy o chamasse. Por azar, ninguém atendeu suas ligações. E, o Willy Gonser o chamou: “Vamos falar com o repórter Leonardo Figueiredo... e aí Leonardo, diga-nos onde você está?”. Segundo ele, a única coisa que passou por sua cabeça, foi dizer que estava passeando no vestiário, observando a preparação dos jogadores. Leonardo disse que, assim que saiu do banheiro, os jogadores estavam o esperando na porta, porque tinham ouvido sua conversa ao telefone...

Este foi apenas um dos casos engraçados que ouvimos, mas não dá para escrever todos aqui. Olha o tamanho deste post!

Só posso dizer que tudo que foi dito ali – até mesmo as histórias inusitadas - foi uma verdadeira aula de jornalismo e profissionalismo para todos os presentes. No final do bate pap’ eu pedi ao Willy Gonser que narrasse um trechinho de uma partida para que pudéssemos desfrutar da sua voz, ali, ao vivo. Mas ele não quis. Fiquei um pouco triste, mas depois entendi. Em meio a atleticanos e cruzeirenses, narrar um gol do Tardelli não seria bom para sua imagem. Mas que seria bom ouvi-lo narrando um gol do Tardelli, ah.. isso seria!

O Leonardo finalizou suas considerações dizendo que jornalistas não devem ser tratados como celebridades. Que ele me desculpe, mas, apesar de concordar com sua opinião, faço do Willy uma exceção. Sou fã de carteirinha dele e, apesar de não estar direcionada para a área de jornalismo esportivo, sempre terei o Willy Gonser como um exemplo e como uma referência na minha futura carreira.

Antes que eu me esqueça: o evento foi realizado pelo DA de Comunicação da PUC Minas São Gabriel. Uma iniciativa exemplar, que deve ser continuada por servir de suporte a todos os estudantes. Eles merecem nossos aplausos!