
Caju é divorciado e pai de dois filhos, Lucas de 17 anos e Thiago de 12. “Sinto-me um pai privilegiado. Apesar de meus filhotes não morarem comigo, nada é capaz de abalar a cumplicidade, a confiança e o carinho que sempre existiu entre nós”, afirma. Para ele, o importante não é a quantidade do tempo que um pai passa ao lado do filho, mas sim, a qualidade. “Além disso, tenho um bom relacionamento com minha ex-esposa e com toda a sua família”, diz.
Nascido em Belo Horizonte, Caju foi criado no bairro Betânia, mas também morou no bairro São Pedro, para onde se mudou após casar-se. Ele conta que também residiu no interior de São Paulo, onde vivem os filhos atualmente. Hoje Caju mora sozinho no bairro Floresta, na capital mineira.
Como profissional versátil que é ele nos disse que sua vida é cheia de atividades e vazia de rotina. Essas atividades são divididas entre as apresentações da peça de teatro "Vão Falar de Coisa Boa?!", as gravações do programa de televisão "Caju e Totonho em OFF", que é exibido pela TV Alterosa, e o programa de rádio Graffite transmitido pela 98Fm. No último, ele possui mais dois companheiros de bancada: Luiz Eduardo Schechtel (Dudu) e Rodrigo Dias (Rodrigo Rodrigues). Além disso, já atuou em alguns curtas-metragens, como: "A Hora Vagabunda","Remédios do Amor", "Perdemos de 1x1", "A Loira do Bonfim","Na Rua Ramalhetes" - e em outros longas-metragens - "Samba Canção", "Confronto Final," "Batismo de Sangue", "Bem Próximo do Mal.
Com muitos planos para sua carreira, Caju revela alguns de seus projetos. Ele pretende, por exemplo, fazer mais cinema, levar a peça para RJ e SP, fazer uma versão infantil de "Vão Falar de Coisa Boa", entre outros. “Também estou acabando de escrever o texto de uma peça de teatro, que se trata de uma comédia de casal, onde vou atuar com a Cynthia Falabella. Sempre quisemos atuar juntos e acho que agora vai dar certo”, conta. Aliás, como ele próprio afirma, escrever é uma de suas paixões.
Atleticano “desde que nasceu”, ele diz que sente falta da prática de esportes: “Sempre joguei bola - e sou bom, pode acreditar”, afirmou. “Sei que não é desculpa, mas a correria está tanta, que ando meio sedentário. Quero voltar logo para academia malhar pesado, como fazia antes”, disse. Ele lembra que a apresentação da peça, junto com seu amigo Totonho, ajuda a queimar algumas calorias: “Nos últimos meses, minha única atividade física, foi fazer teatro. Totonho e eu sempre saíamos do palco, ensopados de suor”, disse.
Caju provoca muitas risadas por onde passa. Na peça teatral, dentre os vários papéis que interpreta, o que mais provoca risos no público é a imitação da “mãe”. Nessa imitação, ele reproduz cenas do cotidiano de ‘toda mãe normal’, que repreende seu filho por atitudes como: chegar tarde em casa, não gostar de estudar, não ajudar nas atividades domésticas, entre outros. A platéia se identifica com as cenas e mais do que gargalhadas, oferecem muitos aplausos (vídeo aqui).
“O humor não surgiu na minha vida. Eu nasci com ele. Quando eu saí da barriga da minha mãe e o médico bateu na minha bunda, eu não chorei, eu dei foi uma gargalhada” afirma.
Caju conta também que conheceu seu amigo Totonho (Alfredo Vianna) no Graffite: “Antes, o programa era formado pelo Dudu, Totonho e Rodrigo. Em 2001 a Rádio Transamérica se interessou em retomar o programa e o Dudu me convidou para formar um quarteto. Eu topei e foi assim que o conheci. Costumo dizer que foi humor à primeira vista”, relata.
Apesar de já terem viajado por todo o Brasil, e participarem de palestras e atividades empresariais, para Caju não há nada mais gratificante do que o trabalho voluntário: “Uma das coisas que mais nos deixam felizes, são as apresentações em hospitais. Vamos como voluntários, e se preciso fosse, até pagaríamos para fazer estas visitas, tamanho o prazer que sentimos ao ver enfermos - crianças, jovens, adultos ou idosos - gargalharem com nossas palhaçadas. Isso realmente não tem preço”, conta.